Alguns carros adesivados já indicam que estamos em período eleitoral. Porém, é perceptível que a campanha ainda não decolou. Tudo indica que a partir do dia 15 de agosto, com a programação do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Os comitês eleitorais das candidaturas mais organizadas da cidade já estão em pleno funcionamento. As sedes dos partidos também permanecem com movimentação de período de campanha. As eleições 2010 reservam algumas expectativas inovadoras, em relação as tradicionais campanhas no Brasil. Os candidatos mais organizados já instituíram em seus materiais de campanha a utilização das redes sociais na internet para mobilização de seus correligionários, divulgação de suas propostas e, obviamente, a busca do voto. Ainda não é possível dimensionar qual a importância que a articulação via internet pode trazer para as candidaturas, mas sabe-se que são ferramentas que permitem a dinamização das agendas de campanha, com as possibilidades de teleconferências e do aprimoramento da relação de comunicação com os eleitores.
Duas posturas políticas estão se tornando predominantes na utilização da internet na busca de votos. Uma delas tem foco na distribuição de conteúdos, propostas e informações sobre os candidatos. Não é uma postura inovadora, já que se utiliza da mesma estratégia dos materiais impressos, porém em ambiente virtual. A outra postura utiliza as redes sociais para se aproximar dos eleitores a partir das possibilidades de interação. Nesse caso é que podemos reservar expectativas sobre os resultados. No calor da campanha, em que certamente surgirão temas polêmicos, os candidatos podem se utilizar das redes sociais para difundir seus posicionamentos e integrar posições que emergem no meio do debate em tempo real.
Claro que a novidade é para o eleitorado brasileiro, pois esta história já foi escrita nas eleições de Barack Obama. A campanha se impulsionou na internet e o movimento promoveu o twitter como uma ferramenta eficiente na organização política e eleitoral. O eleitor interage e segue os passos de seu candidato, opina e faz campanha utilizando, de forma integrada informações multimídias. A utilização do youtube, com a postagem dos vídeos permite estender de forma significativa a campanha visual para além do horário da TV. Permite aprofundar assuntos polêmicos e a produção de um canal próprio sobre os temas preferidos dos candidatos. Os conteúdos mais complexos são organizados nas home pages e o cotidiano é escrito em um diário on-line, que também integra as demais ferramentas interativas. Todo esse conteúdo estará disponível aos eleitores, que pela primeira vez no Brasil experimentam a democracia pelo ambiente virtual. Você já acessou a home-pege de seu candidato?
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vitórias e derrotas
A transformação do Hospital Municipal São Camilo em uma fundação foi o tema mais debatido pela nossa cidade nos últimos dias. O tema em si traduziu em ações práticas todo o discurso político que orienta nossa cidade. O debate trouxe à epiderme o jogo do poder no município. É claro que para fazer esta leitura é necessário levar em conta o que está em jogo. A atual gestão no Executivo, ao formular a proposta tratou o tema com prioridade máxima. O Legislativo abriu a proposta do Executivo à comunidade.
Nessa abertura a comunidade organizada em associações de classe, sindicatos, partidos políticos e outras representações apresentaram suas opiniões e preocupações a cerca do tema. Ocorre que o tema do Hospital São Camilo não se restringe a uma questão de saúde, mas da viabilidade dos projetos da atual gestão, que enfrenta dificuldades com a Lei de Responsabilidade Fiscal. A legislação restringe a economia da cidade se a folha de pagamento ultrapassar determinados percentuais relacionados ao orçamento do município. A crise acabou afetando o orçamento do município, com o aumento progressivo dos encargos trabalhistas da folha gerou um problema. Com isso, a transformação do Hospital São Camilo em uma fundação destrancaria a gestão de Gilmar Rinaldi.
É evidente que a oposição percebeu o movimento do governo e se somou as forças de oposição ao projeto. O segmento social mais apreensivo ao movimento do governo foi o sindicato que representa os funcionários do Hospital São Camilo. A mudança gerou um clima de insegurança pela possibilidade de desvinculação do município e as complicações compreendidas como redução de direitos trabalhistas. Os argumentos foram colocados na mesa e o projeto foi aprovado com ampla maioria. Mostra que o governo tem condições políticas de administrar a cidade. A oposição, derrotada na votação, segue adiante ocupando os espaços institucionais possíveis e promete recorrer ao Ministério Público. Vivemos em uma cidade em que os grandes temas são debatidos assim e no decorrer dos debates temos um lado que prevalece e conquista vitórias. Cada vitória de um setor também representa, necessariamente, a derrota de outro. O que podemos lembrar é que o ruim de uma vitória é que ela não é eterna. O bom de uma derrota é que ela não é eterna.
Charles Scholl
Nessa abertura a comunidade organizada em associações de classe, sindicatos, partidos políticos e outras representações apresentaram suas opiniões e preocupações a cerca do tema. Ocorre que o tema do Hospital São Camilo não se restringe a uma questão de saúde, mas da viabilidade dos projetos da atual gestão, que enfrenta dificuldades com a Lei de Responsabilidade Fiscal. A legislação restringe a economia da cidade se a folha de pagamento ultrapassar determinados percentuais relacionados ao orçamento do município. A crise acabou afetando o orçamento do município, com o aumento progressivo dos encargos trabalhistas da folha gerou um problema. Com isso, a transformação do Hospital São Camilo em uma fundação destrancaria a gestão de Gilmar Rinaldi.
É evidente que a oposição percebeu o movimento do governo e se somou as forças de oposição ao projeto. O segmento social mais apreensivo ao movimento do governo foi o sindicato que representa os funcionários do Hospital São Camilo. A mudança gerou um clima de insegurança pela possibilidade de desvinculação do município e as complicações compreendidas como redução de direitos trabalhistas. Os argumentos foram colocados na mesa e o projeto foi aprovado com ampla maioria. Mostra que o governo tem condições políticas de administrar a cidade. A oposição, derrotada na votação, segue adiante ocupando os espaços institucionais possíveis e promete recorrer ao Ministério Público. Vivemos em uma cidade em que os grandes temas são debatidos assim e no decorrer dos debates temos um lado que prevalece e conquista vitórias. Cada vitória de um setor também representa, necessariamente, a derrota de outro. O que podemos lembrar é que o ruim de uma vitória é que ela não é eterna. O bom de uma derrota é que ela não é eterna.
Charles Scholl
Aniversário da Natália Bettim
No dia 13 de julho a publicitária Natália Bettim comemorou mais um aniversário. A diretora do JES, Maria Inês Scholl Heinz registrou o momento com a amiga inseparável Clarissa. Filha dos advogados Paulo e Jane Bettim, Natália nasceu em Passo Fundo e veio para Esteio ainda criança. Moradora do Parque Claret, a publicitária liderou com seus pais movimentos feministas junto a Marcha Mundial das Mulheres, teve participação fundamental na prefeitura de Esteio na gestão da marca Cidade Educadora e dirigiu, em 2010, o departamento de publicidade da Prefeitura de Gravataí. A equipe do JES dedica este espaço para esta excelente profissional e deseja toda a felicidade. A foto foi captada pelo noivo Charles Scholl, que deixou à coluna seus votos de felicidade para sua amada.
domingo, 27 de junho de 2010
Sala de espelhos

Tem momentos em que perdemos os sentidos. Mesmo com o pleno funcionamento dos equipamentos do corpo a mente é capaz de gerar uma postura autista e então é bem possível que quem viver tal situação tende a abandonar os fatos em sua volta. Vive como se estivesse em uma sala de espelhos. Acreditando na materialidade do seu reflexo. É como acreditar que a imagem é o caminho enquanto pode ser o relfexo do caminho. Para sair dai é preciso quebrar o espelho. Para quebrar o espelho é preciso saber que ele é estruturado e materializado pela mente. A quebra pode ser um exercício de desconstrução. Desconstrua suas verdades e veja o que sobra? Quebre seus espelhos sem medo de ver a verdade. Quebre suas verdades sem medo de ver a pessôa que és.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Então Deus disse: “Crie vida, pois tu és minha imagem e semelhança.”
Charles Scholl
Consultor de Comunicação da
Esparta – Ação Tática e Estratégia
Consultor de Comunicação da
Esparta – Ação Tática e Estratégia
As notícias em torno da criação de novas células em laboratório, que para alguns significou a criação de vida me causou um choque de realidade. A invenção científica já nos colocou em um tempo que está sendo chamado de a revolução das células. A pretensão é atribuir às novas tecnologias de manipulação das células sintéticas a importância histórica que a agricultura teve à humanidade, ou a invenção da escrita. Obviamente as especulações procuram demonstrar à humanidade a importância do feito científico. As possibilidades da nova tecnologia já estão sendo focadas na produção de novos combustíveis, em iniciativas de proteção ambiental, na medicina, na produção de alimentos e de armas novas. Especialmente sobre as novas armas biológicas, as maiores potências do mundo demonstraram não saberem lidar com clareza sobre tais possibilidades. Na brecha da dúvida emerge o medo, subproduto de um tempo em que os embates humanos se dão sobre as estratégias terroristas. Os possíveis acidentes, em que organismos artificiais pudessem escapar ao meio ambiente e produzir mutações perigosas são medos que acompanham o imaginário de quem observa o desenvolvimento das pesquisas cientificas.
Em um capitulo a parte, mas não menos importante, está a ética, seu dilema e o abalo às crenças religiosas. Talvez, para algumas pessoas saberem que a criação de vida não é mais um ato exclusivo de Deus, tenha um impacto nas dimensões da descoberta de Charles Darwin, aquele infame que um dia disse que somos parentes de macacos. Quanto aos dilemas éticos, todos orbitam em torno da idéia de que estaremos intervindo na loteria da vida. Ou melhor, na medida em que criarmos novas formas de vida, que talvez nunca existissem se não fossem os laboratórios criados pelo homem, poderíamos estar lidando com forças que ainda desconhecemos. Quanto ao fato de lidarmos com tais forças desconhecidas, é um argumento retórico, pois a gênese da pesquisa científica é lidar com forças desconhecidas. E a intervenção humana sobre o processo de seleção natural existe desde que inventamos a agricultura, quando selecionamos nossos animais domésticos, as espécies favoráveis às estratégias de sobrevivência da humanidade.
Me parece lógico que o foco prioritário de desenvolvimento científico em torno da revolução celular esteja ancorado na saúde, no meio ambiente, na economia e as preocupações que giram em torno da guerra. Se em um tempo guerreamos segurando ossos pela disputa de água, alimento ou terra fértil, com a nova tecnologia podemos sonhar em tornar os desertos férteis. Esses são alguns dos grandes temas da nossa civilização. Mas não poderia me furtar de dividir com os amigos leitores o que me parece ser mais fascinante neste cenário de novas possibilidades. Além da manutenção e equilíbrio da vida em nosso planeta, penso que já é possível modificar a atmosfera de outros planetas em nosso sistema solar. A criação de organismos vivos que se alimente das substâncias abundantes presentes nos astros vizinhos e que o subproduto constitua uma atmosfera que possa abrigar vida. Então poderíamos iniciar nossa jornada pelo espaço e colonizar outros planetas. As viagens interestelares teriam mais um sopro de vida com esse avanço do conhecimento humano. Vale lembrar que somos, antes de tudo, poeira estelar viva, inteligente e consciente que se aproxima cada vez mais da possibilidade de se adaptar em qualquer ambiente.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Vendas na internet revela face obscura do capitalismo
Charles Scholl
Consultor de Comunicação
http://charlesscholl.blogspot.com/
13metatron@gmail.com
O dia das mães revelou a dimensão do crescimento das vendas pela internet no Brasil. Nas duas semanas que antecederam o dia 9 de maio, foram registrados cerca de 1,6 milhão de pedidos em lojas virtuais no Brasil. O comércio eletrônico faturou, nesse período, R$ 625 milhões, que representa um crescimento de 42% em relação ao mesmo período no ano passado. O fenômeno salta aos olhos na medida em que o varejo tradicional registra um crescimento de 9,43%. Por curiosidade vale saber que os eletrodomésticos, pela primeira vez, lideram as vendas pela internet com 15,2%; os livros, assinaturas de revistas e jornais ficaram em segundo lugar com 14,9% e os cosméticos ficaram em terceiro com 13%. Produtos de informática ficaram com a fatia de 10% e eletrônicos com 8%.Consultor de Comunicação
http://charlesscholl.blogspot.com/
13metatron@gmail.com
O negócio de vendas pela internet é para gigantes. A concentração é absurda e lembra o tempo em que vivemos. Falo do cacoete capitalista gerador de toda miséria humana e ambiental da atualidade que convive com a propaganda de um mundo fantástico, que só pode ser vivido por alguns. No ano passado a venda pela internet faturou cerca de R$ 10,8 bilhões, sendo que 50 empresas levaram 90% do faturamento geral. Os outros 10% ficaram divididos entre 60 mil pequenas e micro-empresas, que entre essas somente 5 mil foram estabelecidas formalmente. Soma-se a essas informações a prospecção de 60% das pequenas e micro-empresas tendem a fechar com 12 meses de funcionamento.
Entre os principais problemas que freiam as investidas dos pequenos e micro-empreendedores nas vendas pela internet está a falta de planejamento. Os empreendedores ainda subestimam a complexidade do comércio eletrônico. A falta de foco também tem sido fatal e percebemos isso com os mais bem sucedidos entre pequenos, que se concentraram em nichos de mercado. Assim o pequeno empreendedor pode alcançar a excelência em atendimento exigida pelos consumidores. Competir com os 50 gigantes tem sido absolutamente inviável. A não compreensão da importância da plataforma, do programa de sua loja virtual com improvisos na modelagem do negócio foi responsável pelo fechamento de muitos negócios. O investimento mínimo gira em torno de R$10mil, sem falar dos sistemas de otimização de busca. A mão de obra deve ser qualificada, os colaboradores da empresa devem ter domínio sobre as ferramentas administrativas da loja virtual. A divulgação deve seguir os caminhos da internet. A publicidade convencional não é suficiente para manter um negócio na internet. E tudo isso precisa ser monitorado sistematicamente para verificação de controles de estoque e fluxos financeiros.
É um negócio que tem suas peculiaridades, mas que ainda não caiu no senso comum dos empreendedores brasileiros. Seu crescimento tem chamado a atenção dos grandes. No 26º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, Eneas Pestana, representante do Grupo Pão de Açúcar, revelo a pretensão vender R$ 2bilhões pela internet em 2010. É exatamente o valor movimentado por cerca de 60 mil empreendedores no ano passado. É preciso uma revolução do conhecimento, de formação e da informação para que seja possível democratizar e tornar as vendas na internet uma possibilidade de futuro ao povo brasileiro, que atualmente é visto somente como consumidor.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Carta do Paulo
Carta Aberta à Comunidade Cultural
Eu, Paulo Ricardo Renner Fogaça, venho através desta Carta Aberta tornar público que em nenhum momento houve por parte de qualquer pessoa que coordena a Feira do Livro, que está acontecendo na Rua Coberta em Esteio até o dia 15.05.2010, convite de qualquer natureza para que eu, na qualidade de músico, fizesse apresentações na referida Feira. Meu nome foi incluído como atração do evento no site da Prefeitura e no material de divulgação da feira em duas datas: nos dias 10 e 13 de maio.
Nunca, em nenhum momento, faltei a qualquer compromisso assumido na qualidade de artista desta cidade e por ter sido interpelado por pessoas que estiveram no palco da feira para assistirem o meu trabalho e não terem me encontrado, é que tive certeza que o nome Paulo Fogaça não se tratava de mera conhecidência entre dois artistas com o mesmo nome.
Acredito que o Senhor Secretário Municipal de Arte e Cultura e a coordenação da Feira do Livro, de forma intencional e deliberada, tentaram denegrir a minha imagem como artista e principalmente como ativista Cultural nesta cidade.
Sendo assim, peço desculpas a quem foi à Feira para me assistir, mas por questões de falta Gestão da Cultura em Esteio, coisas assim ainda acontecem. E aproveito a oportunidade para conclamar a Comunidade Cultural de Esteio para que mantenham a mobilização por uma Gestão Cultural Democrática e Plural.
Paulo Ricardo Renner Fogaça
Eu, Paulo Ricardo Renner Fogaça, venho através desta Carta Aberta tornar público que em nenhum momento houve por parte de qualquer pessoa que coordena a Feira do Livro, que está acontecendo na Rua Coberta em Esteio até o dia 15.05.2010, convite de qualquer natureza para que eu, na qualidade de músico, fizesse apresentações na referida Feira. Meu nome foi incluído como atração do evento no site da Prefeitura e no material de divulgação da feira em duas datas: nos dias 10 e 13 de maio.
Nunca, em nenhum momento, faltei a qualquer compromisso assumido na qualidade de artista desta cidade e por ter sido interpelado por pessoas que estiveram no palco da feira para assistirem o meu trabalho e não terem me encontrado, é que tive certeza que o nome Paulo Fogaça não se tratava de mera conhecidência entre dois artistas com o mesmo nome.
Acredito que o Senhor Secretário Municipal de Arte e Cultura e a coordenação da Feira do Livro, de forma intencional e deliberada, tentaram denegrir a minha imagem como artista e principalmente como ativista Cultural nesta cidade.
Sendo assim, peço desculpas a quem foi à Feira para me assistir, mas por questões de falta Gestão da Cultura em Esteio, coisas assim ainda acontecem. E aproveito a oportunidade para conclamar a Comunidade Cultural de Esteio para que mantenham a mobilização por uma Gestão Cultural Democrática e Plural.
Paulo Ricardo Renner Fogaça
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