quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sobre a vitória dos Petroleiros do Brasil


A FUP – Federação Única dos Petroleiros, fez um movimento nacional extraordinário, sob a perspectiva de uma estratégia de levar uma mensagem ao povo brasileiro. Lançaram uma greve de 72 horas. Pediram a saída de Pedro Parente e a mudança na política econômica da Petrobras, apontando ser a verdadeira responsável pelas altas de combustíveis. A perspectiva apresentada pelos petroleiros promoveu um constrangedor contraponto ao governo Temer, ao mercado e sua assessoria de imprensa chamada Rede Globo. Os petroleiros disseram que não basta reduzir por três meses o valor do diesel ao custo de recursos de programas sociais, pois o motivo do preço é outro. O governo disse que atendeu todos os objetivos da pauta do movimento dos caminhoneiros, que focava somente o valor do diesel.
Nesse contexto que entra a greve dos petroleiros. Logo o Superior Tribunal do Trabalho julgou a greve como ilegal por não requerer questões trabalhistas, mas ideológicas. Os aparatos policiais foram postos em postura de guerra para manter a política econômica, os altos preços dos combustíveis e os interesses dos investidores, que estão ganhando com o dinheiro a mais que nós pagamos na gasolina. Pelo governo, eles colocaram as forças policiais contra nós e corromperam os poderes Judiciário e Legislativo.  O Poder Legislativo já estava corrompido por grupos econômicos internacionais, por meio de financiamentos de campanha eleitoral. O Judiciário entrou publicamente para o grupo de corruptos após a fala de Jucá, que antecipou, em síntese, todos os acontecimentos importantes do golpe “envolvendo o supremo e tudo....”.
O conteúdo editorial da rede globo sustentou o acordo do diesel e transformou seus heróis caminhoneiros em bandidos que estavam bloqueando as estradas em menos de duas horas. Os movimentos que sucederiam o acordo eram criminosos e políticos, pois defendiam interesses partidários, segundo as mensagens dos telejornais. A massa logo aderiu a ideia, mas ficou uma leve lembrança de que continuarão a pagar a gasolina e o gás mais caros, mas decidiram ver o que ia acontecer. Uma das principais coisas foi o movimento da FUP e a denúncia da política econômica. Sem adesão popular, com exceção de alguns pironaltas dementes que decidiram gritar qualquer coisa envolto de bandeiras e assoprar vunvuzelas, os petroleiros decidiram fazer algo diferente. Decidiram promover uma Aula Pública na Refap para falar sobre o tema e explicar o que está acontecendo. Eu participei da aula e vou relatar os conteúdos em um próximo artigo. O movimento derrubou o Parente, mas os jornais mostram que Ivan Monteiro, que assumiu seu lugar é fiel defensor da política entreguista. Todo mundo está falando da política econômica, que demonstra que os Petroleiros acertaram na estratégia. Agora todos dependemos da capacidade de discernimento das pessoas.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Esparta Cerveja Artesanal apresenta a Dr. Scholl, uma cerveja Belgian Tripel, composta com oito grãos e temperada com dois lúpulos. Charles Scholl nos apresenta a cerveja, desde de sua gênese, composição e harmonização. Para provar se manifeste!!!! contatoesparta@gmail.com.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

A mente brilhante anunciada


Charles Scholl
acadêmico de filosofia
Na condição de estudante do curso de Licenciatura em Filosofia, matriculado no primeiro semestre de 2018, participei da aula magna aos estudantes dos cursos do Polo Esteio da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Compreender as estratégias de expansão das universidades federais gaúchas, que se utilizam dos polos regionais como meio, foi fascinante. Os resultados alcançados pelo coordenador do Polo UAB, Cláudio Luciano Dusik e pela sua assessora, Cíntia Cruz da Costa foram extraordinários. Assim como a manifestação de abertura do evento protagonizada pelo professor Cláudio Luciano Dusik, um exemplo de persistência e superação.
A palestra principal ficou por conta do Secretário Estadual de Comunicação Social, Cleber Benvegnú, considerado pelo prefeito Leonardo Pascoal, como uma das mentes mais brilhantes do RS. Em seu discurso, o palestrante explanou a ideia de que as grandes mudanças devem começar pelos indivíduos. Suas intenções apontavam para uma reflexão sobre o papel do indivíduo na sociedade. Falou também sobre princípios de sociabilidade, em que os indivíduos se sentem coagidos a adotar comportamentos adequados em público. De forma muito espirituosa citou como exemplo a possibilidade de muitos estudantes presentes talvez tivessem a vontade de peidar, no entanto, não procederiam desta maneira pelo fato de estarem em público.  Algo que poderíamos compreender com o conceito de coerção, de Émile Durkheim, que estudamos no semestre passado. Ao evoluir em sua linha de pensamento, o palestrante introduz a ideia de sofrência.
A filosofia da sofrência, segundo o orador, nos mostra que todas as conquistas da vida são resultados de muita sofrência. Que o sofrimento é fundamental para o sucesso. Logo inicia uma apresentação de vídeo com Margaret Thatcher falando sobre economia e Estado. Enaltecendo a direita no parlamento Inglês, a líder internacional do neoliberalismo sustentava posições que a Inglaterra devia adotar de austeridade com os recursos públicos. Em posse desse escopo ideológico, Cleber discorreu sobre a sustentabilidade na política do Governo do Estado, que demonstrou o brilhantismo do orador anunciado pelo Prefeito de Esteio.
Em minha condição de estudante de filosofia, não posso me furtar de fazer algumas observações. A primeira delas é que os representantes das universidades federais demonstraram claramente o esforço e o animo de prospectar para além dos muros dos campos universitários possibilidades de cursos superiores. No Brasil, a crise na educação é um projeto político, como bem nos lembrou Darci Ribeiro. Mas que projeto político seria esse? Trata-se do neoliberalismo e a luta pelo estado mínimo que tem provocado a destruição do orçamento da educação restringindo todas as animadoras possibilidades apresentadas pelos representantes das universidades federais. Os professores falavam de uma animação que pertence ao passado. Uma animação possível de ser percebida pela comunidade acadêmica quando foi descoberto o pré-sal e que, por um decreto, o Governo Federal destinaria 75% destas riquezas para a educação. Uma alegria que se perdeu pelas políticas apresentadas pelo palestrante principal.
Em suas lâminas expostas no telão da Câmara de Vereadores o palestrante apresentou algumas questões que explicitaram seu conteúdo ideológico. A lista inicia com excesso de estado, passa pela falta de cultura de deveres, segue pela cultura estadista e conclui com a cultura egoísta. A ideia de mente brilhante anunciada pelo prefeito se esvaia pelas minhas mãos na medida que ia compreendendo a audácia e a coragem do palestrante. Como um mensageiro das ideologias do golpe, ele deixa claro que a situação das comunidades acadêmicas é cada vez mais triste. A criação, ampliação e extensão da atuação das universidades federais no Rio Grande do Sul foi realizada em outros tempos, sob outras perspectivas políticas. A partir do golpe de 2016, que submeteu o Brasil em um estado de exceção pela violação de preceitos constitucionais, uma outra forma de governar, representada por Aécio Neves e rejeitada pela população brasileira foi adotada no Brasil. As restrições vividas pelas universidades federais decorrem da ideia de estado mínimo implementadas pelo governo federal em uma gestão golpista e ilegítima.
Além da questão política, que merece ser pontuada pela retidão e fidelidade apresentada pelo orador, existe uma questão que se debruça sobre os largos ombros dos estudantes presentes na aula. As posturas políticas de sustentação de privilégios orquestradas e implementadas pelo governo Sartori, no Rio Grande do Sul, e pela presidência de Temer, em nível nacional, desconstituem a ideia do orador que busca transferir aos indivíduos a atual crise vivida pelos brasileiros. Ou seja, esse modelo de governo é fundamentado em mentiras que foram nacionalmente desmentidas, tais como a tentativa da reforma da previdência. A propaganda oficial do governo federal sobre o tema chegou a ser retirada do ar por conta do conteúdo mentiroso. Governos que se fundamentam em mentiras não devem olhar a educação, pelos seu conteúdo esclarecedor, como algo positivo. De acordo com a CPI da Previdência, esse grupo político forjou informações falsas buscando encobertar grandes devedores, como bancos, grandes empresas, ruralistas e o próprio governo federal. Então diziam que a previdência dava prejuízo, sendo que os Auditores Fiscais do Tesouro Nacional afirmam que a previdência é superavitária. Uma prática política levada com tranquilidade e muito bem representada pelo orador.
Diante da flagrante mentira protagonizada pelo grupo político do brilhante orador, que demonstra a conduta moral que organiza a agenda destes militantes partidários, ainda resta a postura hipócrita de atribuir aos indivíduos as nefastas consequencias das políticas neoliberais. Enquanto isso, implementam medidas administrativas que distribuem por livre concessão às petrolíferas internacionais os recursos que deveriam subsidiar uma geração de acadêmicos, cientistas e criadores de novas tecnologias que edificariam um novo Brasil. Diante desse quadro, vale o exercício cínico de tratar com respeito o representante da destruição da inteligência gaúcha, com o fim da Fundação Estadual de Estudos Estatísticos, Fundação Zoobotânica e a Metroplan. Tudo destruído pela aplicação de uma ideologia sustentada por políticos entreguistas, que buscam despistar suas máculas nefastas com pirotecnias que funcionam em ressonância com a ignorância e desinformação geral, tal como  denunciaram deputados da Assembleia Legislativa gaúcha. 

Uma palestra esclarecedora que demonstra a demência daqueles que sustentam as posturas neoliberais, portadores de uma ética egoísta que lhes autoriza contrariar interesses públicos de ampla maioria dos gaúchos em prol da defesa de interesses particulares que orbitam em torno de privilégios de uma minoria. Pois, caso a ideologia pregada pelo orador fosse hegemônica, não existiria Polo de Universidade Aberta que pudesse lhe ceder um palco para falar aos estudantes, não existiria sequer universidade federal. Um palestrante que marca de forma brilhante essa fase deplorável que vivemos, em que as políticas de Estado favorecem a evasão escolar e secretários de educação comemoram o fechamento de escolas. O palestrante soube apresentar a faceta velha e decrépita do neoliberalismo, que é considerada superada pela imensa maioria dos países e só pode ter sucesso diante de uma população desinformada e despolitizada. Por isso os neoliberais sustentam esse projeto de destruição da educação. Por sorte, por persistência e competência o Polo UAB de Esteio caminha na contramão desta corrente ampliando suas turmas e levando o ensino superior onde jamais esteve no Brasil. 
contatoesparta@gmail.com

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

INSTRUMENTOS MUSICAIS, UM MEIO PARA ENCANTAR O AMBIENTE

 Charles Scholl
O presente artigo tem por objetivo decantar as experiências obtidas em todas as etapas da produção do Plano de Aula que culminou em um seminário com a apresentação do respectivo plano. Participei do Grupo 10, do Polo Esteio, que teve como tema o Meio Ambiente. Após vencer os desafios pertinentes aos trabalhos em grupo composto por pessoas com vidas, horários e cotidianos distintos, selecionamos um tema específico que uniria música, arte, trabalhos manuais, ressignificação do termo lixo, teorias de sustentabilidade em torno de um novo olhar sobre o meio ambiente.
Nosso plano de aula tratou da reciclagem utilizando a música como fator motivador. O grupo dividiu a tarefa em capítulos e me coube apresentar o oitavo, que tratava da metodologia. No entanto, penso que é fundamental ingressar no desenvolvimento do tema proposto para que seja possível trazer às palavras algo mais próximo da real experiência decorrente desta tarefa acadêmica.
Em que contexto podemos compreender a ideia de meio ambiente atualmente? Responder a essa questão foi meu primeiro passo, já que as literaturas presentes nos temas transversais poderiam ser consideradas superficiais diante da abordagem escolhida pelo grupo. Os conteúdos presentes na cartilha Parâmetros Curriculares Nacionais – Meio Ambiente, disponibilizada pelo portal do Ministério da Educação, justificam a importância do tema e os desafios de trata-los em sala de aula. Neste espaço se ancora a grande tarefa de mudar hábitos por meio da transmissão de conhecimentos e vivências, que venham a contribuir para uma nova geração de pessoas conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente.
Aferir um processo educativo com pretensões de mudança comportamental seduziu-me a extrapolar para outras literaturas. Em virtude da atual formação acadêmica, a opção pela filosofia foi irresistível, principalmente com as liberdades pertinentes a calouros em seu primeiro semestre. A ecosofia, um neologismo criado por Félix Guattari, autor da obra As Três Ecologias, me pareceu a melhor abordagem teórica para dar conta dos desafios. Já que para intervir em padrões comportamentais consolidados é preciso desconstruir e ressignificar valores em todas as relações da intervenção humana. A obra “As três ecologias” sugere, em síntese, uma forma de organizar nossa relação com o meio ambiente pela perspectiva do comportamento. Ela parte da relação ecológica que o ser tem com seu ambiente mental e sugere uma revisão sobre os hábitos pessoais. Em um segundo momento o ambiente social em que essa pessoa está inserida também é objeto de análise e revisões de hábitos sociais. A terceira ecologia é a relação deste ser com o meio ambiente que vive. Desta fase é que surge a ideia da sustentabilidade. Com isso, resolvemos a questão dos conteúdos, como podem ser organizados e o princípio da ideia de ressignificação do conceito de lixo, ao utilizar materiais que normalmente são descartados e transforma-los em brinquedos sonoros, ou instrumentos musicais.
Além do conteúdo programático ofertado por Félix Gattarri, a ideia de utilizar a música favorece o desenvolvimento cognitivo, como afirma a professora doutora Elvira Sousa Lima: “Há evidências de que a apropriação da sintaxe musical tem impacto positivo na sintaxe linguística e em outros domínios da cognição” (LIMA, Elvira. Cérebro Musical. Revista Presença Pedagógica, São Paulo, edição nº95, setembro/outubro 2010).
Desde Emilio, ou da Educação, de Jean-Jacques Rousseau, podemos compreender com mais clareza a moderna pedagogia. Trata-se do pressuposto de que a aula a ser dada deve, por princípio, ser agradável e interessante ao estudante. A educação não deve ser algo odioso ou um castigo, como ocorriam com os educadores jesuítas muito criticados por Rousseau. Esses conteúdos seriam suficientes para embasar o Plano de Aula em questão, além de constituir a etapa mais educativa deste trabalho em grupo.
Referências:
GUATTARI, Felix. As três ecologias. 20ª ed. Trad. Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 2009, 56p.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio, ou da educação. 1ª ed. Trad. Laurent de Saes. São Paulo: Edipro, 2017, 560p.
Ministério da Educação (MEC). Secretaria de Educação Fundamental (SEF). Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais, Meio Ambiente. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997b.

LIMA, Elvira. Cérebro Musical. Revista Presença Pedagógica, São Paulo, edição nº95, setembro/outubro 2010. 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Galinhão!!! Uma história de Natal....

Na virada com minha mãe, meu irmão e o Alex
Essa fotonovela é o registro deste Natal de 2017, que começou com a virada que passei com minha mãe, meu irmão e o Alex, que topou assar o churrasco. Tinha concluído as últimas publicações nas redes sociais que administro e saí do Vitória Régia, condomínio popular onde moro, para o condomínio ao lado, Morada de Esteio I, outro condomínio popular onde minha mãe mora com meu irmão. Ao final da janta nosso protagonista principal entra em cena, chamado pela minha mãe de chester.
Ela relatava que faria o chester na panela, meu irmão contestava dizendo que devia fazer no espeto com papel alumínio e diante do impasse ninguém fez o chester. Na hora de ir para casa eu me ofereci para assar o chester, que até aquele momento não tinha a menor ideia do que se tratava. Eu via chester escrito nas propagandas e sendo pronunciado por muitas pessoas, mas nunca tinha visto um chester vivo. Seria o que isso? Decidi perguntar. As respostas abriram um leque tão diverso que poderia enquadrar o chester até como um anfíbio, mamífero, que daria inveja as aptidões adaptativas do ornitorrinco.
Eis que me largaram uma sacola plástica com o chester dentro e o levei naquela noite para minha casa. Ele chegou e fez uma bagunça na geladeira. Escorreu um líquido amarelado com sangue que se espalhou por tudo. Percebi só pela manhã de Natal. Ao acordar pensei em assar o chester, mas não tinha ideia de como fazer isso. Primeiro queria conhecer o chester, abrir o pacote e quem sabe ter que tirar seu rabo, escamas, ou penas. Ao abrir percebi que conhecia chester, então fui ler a embalagem. Era um Fiesta Sadia, ou seja, um galinhão. Isso eu sei fazer.
Iniciei a tarefa pela manhã, besuntei e achei uma forma criativa de prender as coxas. Depois foi para o papel alumínio e forno por uma hora e meia em 200 graus. Depois desliguei e saí em busca da Ingrid. Logo retornamos para casa e reassumi a tarefa de assar o galinhão. Ele já estava cozido, mas precisava dar aquela douradinha. Quando ficou pronto postei uma foto e mostrei para minha mãe o feito e ela me pediu para levar em sua casa.

Eu e a Ingrid fomos levar o galinhão já pronto, assado, dourado e com um aroma de deixar água na boca. Logo que chegamos na casa da minha mãe foi uma emoção só. Agora não falo do galinhão, mas da minha filha e ela que não se viam por mais de cinco anos. Viva o galinhão e um feliz natal para todos e todas.













domingo, 17 de dezembro de 2017

Origem. De onde vem a motivação?

A ideia da origem motivacional da filosofia é algo que pode remontar uma prática de pensar o pensamento, o que leva a pessoa a tomar tais posturas e o que de fato emana das profundezas da alma humana. Por apreço pessoal, abordo as motivações presentes e manifestas nos filósofos Platão e Aristóteles. Seu modo de pensar clássico, que valoriza a admiração, permite melhor compreensão sobre o tema, tendo em vista a complexidade que se agrega em torno dos filósofos seguintes, como Epicuro e Augostinho, que compreendem a busca da felicidade como força motriz para a filosofia. Ou, Descartes, que compreende a dúvida sistemática como a origem motivacional, até mesmo Karl Jaspers que agrega a experiência dos limites e o amor tornando algo ainda mais complexo.

Para Platão a origem motivacional da filosofia está na capacidade que a pessoa tem de se admirar com a existência. Pois para que a pessoa possa se admirar com algo é preciso a humildade de reconhecer que não sabe e alguma motivação que lhe arranca da ignorância e lhe leva em busca do saber. Então, suas origens motivacionais apontam que o filósofo está entre os sábios e ignorantes. Os sábios já não se admiram diante de seu conhecimento. Os ignorantes também não se admiram por nada saber. A escolha do filósofo é permanecer no meio destes dois extremos, já que o filósofo não se cansa de admirar e isso lhe motiva a pensar. Como lembra Aristóteles, quem experimenta a dúvida e a admiração reconhece que não sabe.

Já pensou suas origens motivacionais? Lhe dou um motivo para isso, conhece-te a ti mesmo, diria Sócrates.